Clínica Geral

Falta de vitamina D: sintomas, causas e quando investigar

Cansaço, dor nos ossos e queda de cabelo podem ser sinais de falta de vitamina D. Saiba mais sobre o tema e quando consultar um médico.

Por Mantecorp Saúde

17/07/2026 - Última atualização: 17/07/2026

Imagem da notícia Falta de vitamina D: sintomas, causas e quando investigar

A falta de vitamina D acontece quando não há níveis suficientes desse hormônio no sangue. Estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo sofram com esta deficiência. O quadro de saúde, portanto é comum, pode causar problemas nos ossos e músculos e já há evidências que sugerem seu impacto nos sistemas imunológico e cardiovascular1,2.

A boa notícia é que a condição pode ser prevenida e tratada. Por isso, é importante estar atento aos sintomas, causas e sempre contar com o auxílio de um profissional1.

Quais são os principais sintomas da falta de vitamina D

Os sintomas da deficiência de vitamina D são frequentemente discretos ou inespecíficos, o que leva a condição a passar despercebida por muito tempo3. Em muitos casos, o indivíduo pode não apresentar sinais ou sintomas visíveis, apesar dos níveis baixos no sangue1.

Falta de vitamina D: sintomas mais comuns

Alguns dos sintomas mais comuns da falta de vitamina D incluem fraqueza muscular e fadiga. Veja a seguir.

Fadiga

Com a deficiência crônica e/ou grave de vitamina D, a redução da absorção de cálcio e fósforo pelo intestino pode levar à hipocalcemia (baixos níveis de cálcio no sangue). Isso pode provocar hiperparatireoidismo secundário (hiperatividade das glândulas paratireoides na tentativa de manter os níveis de cálcio no sangue dentro da normalidade)1.

Tanto a hipocalcemia quanto o hiperparatireoidismo, quando graves, podem causar sintomas como fraqueza muscular, cãibras e fadiga1.

Fraqueza muscular

Como os receptores de vitamina D estão presentes no músculo esquelético, a deficiência pode causar fraqueza muscular proximal (dos músculos mais próximos do tronco, como os dos ombros ou quadril) e aumento do risco de quedas3.

Dor nos ossos e dor muscular

Em adultos com osteomalácia por deficiência de vitamina D, pode ocorrer dor óssea difusa, frequentemente resultando em diagnósticos equivocados de fibromialgia, síndrome da fadiga crônica ou artrite3.

O desconforto ou dor óssea é frequentemente pulsátil ou latejante e ocorre na região lombar, pelve e membros inferiores3.

Alterações de humor

Estudos sugerem que tanto a deficiência quanto a insuficiência de vitamina D podem ser fatores de risco para o desenvolvimento de casos de depressão em adultos. Além disso, a deficiência de vitamina D pode predispor a persistência dos sintomas depressivos em pessoas que já apresentam depressão4.

Sintomas variam de pessoa para pessoa

Como comentamos, os sintomas da deficiência de vitamina D são frequentemente discretos ou inespecíficos, portanto, geralmente eles não são os melhores indicadores do quadro de saúde3.

Quando procurar o médico?

Caso haja suspeitas de uma possível deficiência de vitamina D, um médico deve ser consultado. Pessoas que fazem parte de grupos de risco devem redobrar a atenção, são elas:

  • idosos acima de 60 anos5;
  • indivíduos que não se expõem ao sol ou que tenham contraindicação à exposição solar5;
  • indivíduos com fraturas ou quedas recorrentes5;
  • gestantes e lactantes5;
  • pessoas com osteoporose (primária e secundária)5;
  • pessoas com doenças osteometabólicas, tais como raquitismo, osteomalácia, hiperparatireoidismo5;
  • indivíduos com doença renal crônica5;
  • indivíduos com síndromes de má-absorção, como após cirurgia bariátrica e doença inflamatória intestinal5;
  • pessoas que tomem medicações que possam interferir com a formação e degradação da vitamina D, tais como terapia antirretroviral, glicocorticoides e anticonvulsivantes5.

Caso você se encaixe em algum dos grupos, consulte seu médico e pergunte sobre a necessidade de avaliar os níveis de vitamina D e de receber suplementação de vitamina D.

Doenças causadas pela falta de vitamina D

A deficiência de vitamina D pode causar doenças que afetam a mineralização dos ossos, como o raquitismo em crianças e a osteomalácia em adultos1,2,3.

Raquitismo em crianças

A deficiência grave de vitamina D em bebês ou crianças pode causar raquitismo. Inclusive, a deficiência materna de vitamina D aumenta o risco de raquitismo nutricional e hipocalcemia nos primeiros meses de vida2.

O raquitismo ocorre quando os ossos em crescimento não mineralizam, gerando pernas arqueadas e atraso no crescimento1.

Osteomalácia em adultos

Em adultos, a deficiência de vitamina D pode levar a uma falha na mineralização da matriz óssea chamada de osteomalácia. Em consequência, ocorre um “amolecimento” dos ossos e pode haver dor óssea difusa e fragilidade3.

Osteoporose e risco de fraturas

A deficiência de vitamina D acelera a perda de densidade óssea, predispõe a osteoporose e aumenta o risco de fraturas decorrente da osteoporose2.

Médico ortopedista avalia exame de Raio-X de quadril em busca de fratura, que pode ser uma consequência da osteoporose e falta de vitamina D

Outras doenças que podem estar relacionadas à falta de vitamina D

Enquanto as doenças ósseas relacionadas à deficiência de vitamina D já são cientificamente reconhecidas, os efeitos além dos ossos ainda não são conclusivos2.

Apesar disso, uma grande quantidade de estudos associa um baixo status de vitamina D a diversas doenças, entre elas o maior risco de câncer, infecções, doenças autoimunes, eventos cardiovasculares e metabólicos2.

O que pode causar falta de vitamina D

Os hábitos urbanos e atuais, com trabalho predominantemente realizado em locais fechados e pouca exposição ao sol, favorecem a falta de vitamina D.

Falta de exposição ao sol

A exposição ao sol é responsável por aproximadamente 80% da síntese de vitamina D no organismo e, por isso, a falta de luz solar na rotina pode impactar os níveis no sangue6. O estilo de vida moderno, com pouco tempo ao ar livre e excesso de poluição, é um dos fatores que pode reduzir a produção de vitamina D7.

Alimentação com poucas fontes de vitamina D

A alimentação não é a principal fonte de vitamina D, respondendo a apenas cerca de 20% das necessidades, mas é importante contemplar peixes gordurosos, óleo de fígado de peixe e ovos de galinha na dieta para alcançar níveis ideais6,8.

Idade e outros fatores de risco

Alguns fatores, como estar acima de 60 anos, não se expor ao sol, ser gestante ou lactante e tomar medicações que possam interferir com a formação e degradação da vitamina D, tais como terapia antirretroviral, glicocorticoides e anticonvulsivantes, são fatores de risco para baixos níveis de vitamina D5.

Menores níveis de vitamina D também podem decorrer do aumento da pigmentação da pele negra, por mudanças sazonais, pela distância da Linha do Equador e pelo grau de poluição ambiental e cobertura de nuvens2,7.

Condições que podem indicar a necessidade de suplementação

Pessoas com síndromes de má-absorção, como após cirurgia bariátrica e doença inflamatória intestinal, doenças osteometabólicas, tais como raquitismo, osteomalácia, hiperparatireoidismo, doença renal crônica, osteoporose e fraturas e quedas recorrentes têm mais probabilidade de se beneficiar da suplementação de vitamina D5.

Mas atenção: sempre consulte um médico para identificar a real necessidade de suplementação e para realizá-la com orientação médica5.

Perguntas frequentes sobre falta de vitamina D

Ainda tenha dúvidas sobre a falta de vitamina D? Veja a seguir as respostas para as perguntas mais frequentes.

Falta de vitamina D causa cansaço?

A redução da absorção de cálcio e fósforo pelo intestino pode levar à hipocalcemia (baixos níveis de cálcio no sangue) e hiperparatireoidismo secundário (hiperatividade das glândulas paratireoides). Ambos os quadros, quando graves, podem causar sintomas como fadiga, fraqueza muscular e cãibras1.

Mulher com expressão cansada e olhar distante sentada em ônibus à noite, ilustrando o cansaço e fadiga causados pela deficiência de vitamina D.

Falta de vitamina D causa queda de cabelo?

Níveis baixos de vitamina D podem estar associados a alguns tipos de alopecia, termo médico utilizado para designar a queda de cabelo. No entanto, ainda são necessários estudos conclusivos que comprovem os benefícios da suplementação de vitamina D na redução da queda capilar e como adjuvante no tratamento dessa condição9.

Falta de vitamina D causa depressão?

Estudos ainda não conclusivos indicam que níveis insuficientes ou deficientes de vitamina D podem aumentar o risco de surgimento de novos casos de depressão em adultos. Além disso, a deficiência dessa vitamina pode contribuir para a manutenção dos sintomas depressivos em indivíduos que já convivem com a doença4.

Falta de vitamina D engorda?

Não existem evidências científicas que mostrem que a vitamina D engorda. Por outro lado, a obesidade pode diminuir os níveis de vitamina D1.

Quais doenças podem ser causadas pela falta de vitamina D?

As doenças que podem ser causadas por deficiência de vitamina D são o raquitismo, a osteomalácia e a osteoporose. Apesar disso, estudos mostram que um baixo status de vitamina D pode estar ligado a diversas doenças, como câncer, infecções, doenças autoimunes, eventos cardiovasculares e metabólicos. No entanto, mais estudos são necessários1,2,3.

Quando devo fazer exame de vitamina D?

O exame é indicado para pessoas que fazem parte de grupos de risco, como idosos, gestantes, lactantes, pessoas com síndromes de má-absorção ou pessoas com sintomas musculoesqueléticos5.

Posso tomar vitamina D por conta própria?

Consulte sempre seu médico se estiver suspeitando de níveis baixos de vitamina D. O acompanhamento médico garante o tratamento mais seguro e eficaz, evitando os riscos como toxicidade e hipercalcemia.

Suplementação de vitamina D: opções da linha Addera

A família Addera reúne diferentes apresentações de vitamina D e associações nutricionais, como opções com cálcio, vitamina K2 e magnésio, que podem fazer parte da suplementação quando houver orientação de um profissional de saúde. Essa variedade ajuda a adaptar a escolha às necessidades de cada pessoa, sem substituir exames, acompanhamento e avaliação individual.

Você também pode fazer parte do Programa Mantecorp Saúde, um programa de suporte ao paciente que oferece benefícios exclusivos e personalizados para apoiar seu tratamento, promovendo alívio, bem-estar e conforto aos pacientes.

Importante: As informações apresentadas neste artigo têm finalidade educativa e não substituem a orientação de profissionais de saúde. A necessidade de exames, suplementação ou tratamento com vitamina D deve ser avaliada individualmente por um médico ou nutricionista.

1. CLEVELAND CLINIC. Vitamin D deficiency: causes, symptoms & treatment. Cleveland, 2026. Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/15050-vitamin-d-vitamin-d-deficiency. Acesso em: 31 maio 2026.

2. BOUILLON, R. et al. Skeletal and extraskeletal actions of vitamin D: current evidence and outstanding questions. Endocrine Reviews, Oxford, v. 40, n. 4, p. 1109-1151, 2019. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6626501/. Acesso em: 31 maio 2026.

3. BORDELON, P.; GHETU, M. V.; LANGAN, R. C. Recognition and management of vitamin D deficiency. American Family Physician, Leawood, v. 80, n. 8, p. 841-846, 15 out. 2009. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19835345/. Acesso em: 31 maio 2026.

4. RONALDSON, A. et al. Prospective associations between vitamin D and depression in middle-aged adults: findings from the UK Biobank cohort. Psychological Medicine, Cambridge, v. 53, n. 5, p. 1908-1918, 2023. DOI: 10.1017/S0033291721003686. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9340850/. Acesso em: 31 maio 2026.

5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA (SBEM); SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (SBPC/ML). Posicionamento Oficial da SBPC/ML e da SBEM: Intervalos de Referência da Vitamina D - 25(OH)D. Rio de Janeiro: SBEM/SBPC, 2020. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/media/uploads/PDFs/posicionamentooficial_sbpcml_sbem_-final(1).pdf. Acesso em: 31 maio 2026.

6. BRASIL. Ministério da Saúde. Essencial para o corpo, vitamina D tem como principal forma de absorção a exposição correta ao sol. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/essencial-para-o-corpo-vitamina-d-tem-como-principal-forma-de-absorcao-a-exposicao-correta-ao-sol. Acesso em: 31 maio 2026.

7. AL MHEID, I.; QUYYUMI, A. A. Vitamin D and cardiovascular disease: controversy unresolved. Journal of the American College of Cardiology, New York, v. 70, n. 1, p. 89-100, 2017. DOI: 10.1016/j.jacc.2017.05.031. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28662812/. Acesso em: 1 junho 2026.

8. BENDIK, I. et al. Vitamin D: a critical and essential micronutrient for human health. Frontiers in Physiology, [s. l.], v. 5, art. 248, p. 1-14, 11 jul. 2014. DOI: https://doi.org/10.3389/fphys.2014.00248. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25071593/. Acesso em: 31 maio 2026.

9. SAINI, Kr. et al. Role of vitamin D in hair loss: a short review. Journal of Cosmetic Dermatology, Hoboken, v. 20, n. 11, p. 3407-3414, 2021. DOI: 10.1111/jocd.14421. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34553483/. Acesso em: 31 maio 2026.

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