Exame de vitamina D: quando fazer, jejum e valores de referência
O exame de vitamina D é algo simples, mas o resultado precisa ser interpretado por um médico. Veja quando fazer e o que dizem os valores de referência.
Por Mantecorp Saúde
05/08/2026 - Última atualização: 05/08/2026
O exame de vitamina D avalia os níveis do seu principal metabólito no sangue, a 25-hidroxivitamina D, geralmente chamada de 25(OH)D. O resultado é um importante aliado na investigação de deficiência ou excesso de vitamina D, mas deve ser interpretado por um profissional de saúde, considerando sintomas, histórico clínico e fatores de risco1.
Entenda a seguir quando o exame é indicado, como se preparar para ele e o que pode dizer sobre a sua saúde!
Qual exame detecta a falta de vitamina D?
A vitamina D é considerada um pré-hormônio e tem papel importante na saúde óssea. A maior fonte de vitamina D está na própria pele, em resposta à luz solar, mas alguns alimentos, como peixes gordurosos, também fornecem vitamina D, embora em menor quantidade1.
Estudos populacionais brasileiros demonstram que a prevalência da hipovitaminose D no nosso país é elevada. Justamente por esse motivo, o exame para detectá-la tem estado cada vez mais em pauta1.
O teste de nome técnico 25 hidroxivitamina D [25(OH)D] é o exame que detecta a falta de vitamina D 1, mas ele também pode ser encontrado apenas como 25(OH)D, 25[OH]D ou ainda como 25-OH vitamina D, apesar de este último não ser o termo mais preciso.
O que é o exame de vitamina D?
Trata-se de um exame de sangue que checa os níveis de vitamina D no corpo. Ele costuma ser rápido e feito em laboratório, com a coleta de uma amostra de sangue de um vaso sanguíneo do braço através de uma pequena agulha2.
O que é 25(OH) hidroxivitamina D
Tanto a vitamina D3 (colecalciferol) quanto a vitamina D2 (ergocalciferol) provenientes do sol, da alimentação ou de suplementação são transformadas no organismo em 25-hidroxivitamina D ou 25(OH)D, a principal forma circulante da vitamina3. Por isso ela é a considerada forma mais precisa para avaliar o status da vitamina D no sangue2.
Posteriormente, a 25(OH)D é metabolizada em outros componentes, como 1,25-di-hidroxivitamina D ou [1,25(OH)₂D], desempenhando papel fundamental na saúde óssea3.
Por que o exame não deve ser usado para autodiagnóstico
Apenas um profissional de saúde está capacitado para identificar a necessidade de solicitar o exame 25(OH)D, cruzando dados de história clínica, exame físico e exames complementares. Além disso, ele é o profissional apto para interpretar os resultados, fechar diagnóstico e indicar doses e esquemas de tomada da suplementação de vitamina D, se necessária1.
Quando o exame vitamina D pode ser solicitado
Geralmente, esse exame é solicitado quando o profissional de saúde suspeita que uma doença óssea ou outra condição de saúde pode estar relacionada a níveis muito baixos de vitamina D2.
Além disso, existem grupos de risco para hipovitaminose D que devem ser acompanhados de forma ainda mais rigorosa por um profissional de saúde para checar os níveis de vitamina D e a necessidade de suplementação:
- idosos acima de 60 anos;
- indivíduos que não se expõem ao sol ou que tenham contraindicação à exposição solar;
- indivíduos com fraturas ou quedas recorrentes;
- gestantes e lactantes;
- indivíduos com osteoporose (primária e secundária);
- quem sofre com doenças osteometabólicas, tais como raquitismo, osteomalácia, hiperparatireoidismo;
- quem tem doença Renal Crônica;
- indivíduos com síndromes de má-absorção, como após cirurgia bariátrica e doença inflamatória intestinal;
- quem faz uso de medicações que possam interferir com a formação e degradação da vitamina D, tais como: terapia antirretroviral, glicocorticoides e anticonvulsivantes1.
Caso você faça parte de algum desses grupos, lembre-se de fazer um acompanhamento rigoroso com o médico para verificar os níveis de vitamina D no sangue.
Suplementação de vitamina D: quando o exame é dispensável
Vale ainda pontuar que existem grupos de pessoas com indicação para suplementação empírica de vitamina D (feita sem a necessidade de exame de sangue prévio), segundo diretrizes publicadas pela Endocrine Society em 2024:
- crianças e adolescentes de 1 a 18 anos, com o objetivo de prevenir o raquitismo nutricional e devido ao seu potencial de reduzir o risco de infecções do trato respiratório;
- pessoas com 75 anos ou mais, em razão do potencial de reduzir o risco de mortalidade;
- gestantes, devido ao potencial de diminuir o risco de pré-eclâmpsia, óbito intrauterino, parto prematuro, nascimento de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional e mortalidade neonatal;
- indivíduos com pré-diabetes de alto risco, devido ao potencial de reduzir a progressão para o diabetes4.
Isso não significa, no entanto, que a suplementação pode ser feita por conta própria. Um profissional de saúde deve sempre acompanhar o tratamento para que ele seja feito com eficácia e segurança.
Exame de vitamina D precisa de jejum?
Geralmente não é necessário jejum para o exame de vitamina D, mas é sempre recomendado o contato com o laboratório onde o teste será feito para entender as recomendações do local e garantir o sucesso na realização do exame2.
Como se preparar para o exame de vitamina D
Você não precisa de nenhum preparo especial para realizar o exame de vitamina D. No entanto, é importante informar ao profissional de saúde sobre todos os medicamentos, vitaminas e suplementos que utiliza, pois eles podem interferir nos resultados do exame. Não interrompa o uso de nenhum medicamento sem orientação do seu profissional de saúde2.
Valores de referência para o exame de vitamina D
Os valores de referência do exame de vitamina D, segundo posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia são:
- acima de 20 ng/mL: é o valor desejável para população saudável (até 60 anos);
- entre 30 e 60 ng/mL: é o valor recomendado para grupos de risco como: idosos, gestantes, lactantes, pacientes com raquitismo/osteomalácia, osteoporose, pacientes com história de quedas e fraturas, causas secundárias de osteoporose (doenças e medicações), hiperparatireoidismo, doenças inflamatórias, doenças autoimunes, doença renal crônica e síndromes de má-absorção (clínicas ou pós-cirúrgicas);
- acima de 100 ng/mL: risco de toxicidade e hipercalcemia1.
Feito o exame, marque uma conversa com seu médico para entender se os níveis estão adequados para seu caso especificamente.
Resultado de vitamina D baixa: o que fazer depois
Os dados disponíveis na literatura são consistentes ao indicar o tratamento com vitamina D para todos os indivíduos com níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] inferiores a 20 ng/mL (50 nmol/L) 3.
Entretanto, há controvérsias quanto à indicação da suplementação quando os níveis se encontram entre 20 e 30 ng/mL (50 e 75 nmol/L) 3.
Caso a vitamina D esteja baixa, o profissional de saúde deverá ser consultado para discutir a necessidade de suplementação, indicar as doses adequadas e o regime de tomada (tomar todo dia ou uma vez por semana, por exemplo).
Resultado de vitamina D alta: por que também merece cuidado
O excesso de vitamina D, chamado de intoxicação por vitamina D ou hipervitaminose D, também pode acontecer e gerar complicações como hipercalcemia, levando a sintomas como confusão mental, apatia, vômitos recorrentes, dor abdominal, poliúria (aumento do volume urinário), polidipsia (sede excessiva) e desidratação5.
A toxicidade por vitamina D pode ser decorrente da automedicação com doses superiores às recomendadas para a idade e o peso corporal ou até mesmo acima dos limites máximos de ingestão estabelecidos5 por isso, lembre-se sempre de consultar um profissional de saúde.
Exame, suplementação e Addera: quando essa conversa pode acontecer
Quando a avaliação profissional indica a necessidade de suplementação, a família Addera reúne diferentes apresentações de vitamina D e associações nutricionais que podem atender necessidades distintas6. A escolha deve considerar o resultado do exame, histórico clínico, idade, fatores de risco e orientação de um profissional de saúde.
Programa Mantecorp Saúde: apoio na sua suplementação
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Perguntas frequentes sobre exame de vitamina D
Ainda tem dúvidas? Veja a seguir as respostas para as principais dúvidas sobre o exame de vitamina D.
Qual exame detecta a falta de vitamina D?
O exame 25 hidroxivitamina D [25(OH)D] é o teste que detecta a falta de vitamina D, mas ele também pode ser encontrado apenas como 25(OH)D, 25[OH]D ou ainda como 25-OH vitamina D, apesar de este não ser o termo mais preciso1.
Exame de vitamina D precisa de jejum?
Não, o exame de vitamina D não precisa de jejum ou qualquer preparo, mas é sempre uma boa ideia entrar em contato com o laboratório onde você realizará o exame para ter certeza de que não existe nenhuma orientação específica do local2.
O que é 25-OH vitamina D?
25-OH ou 25(OH) é a principal forma circulante da vitamina no sangue3, medi-la é a forma mais precisa de saber como estão os níveis de vitamina D2. Em uma etapa posterior de metabolização, a 25(OH)D “se transforma” em outros componentes, como 1,25-di-hidroxivitamina D ou [1,25(OH)₂D], desempenhando papel fundamental na saúde óssea3.
Quais são os valores de referência da vitamina D?
Acima de 20 ng/mL é o valor desejável para população saudável (até 60 anos). Entre 30 e 60 ng/mL é o valor recomendado para grupos de risco como idosos e gestantes. Acima de 100 ng/mL é o valor que apresenta risco de toxicidade e hipercalcemia1.
Vitamina D baixa sempre precisa de suplemento?
A suplementação com vitamina D é indicada para todos os indivíduos com níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] inferiores a 20 ng/mL3.
Vitamina D alta faz mal?
O excesso de vitamina D pode causar intoxicação por vitamina D, também chamada de hipervitaminose D, gerando complicações como hipercalcemia e sintomas como confusão mental, apatia, vômitos recorrentes, dor abdominal, poliúria (aumento do volume urinário), polidipsia (sede excessiva) e desidratação5.
Posso tomar vitamina D antes de fazer o exame?
Alguns grupos podem receber suplementação empírica de vitamina D, o que significa sem necessidade de exame prévio — como crianças e adolescentes (para prevenção do raquitismo), pessoas com 75 anos ou mais, gestantes e indivíduos com pré-diabetes de alto risco — devido aos potenciais benefícios observados nesses grupos. Ainda assim, a suplementação deve ser sempre orientada e acompanhada por um profissional de saúde, garantindo sua eficácia e segurança4.
Quem deve avaliar o resultado do exame?
O exame deve ser sempre avaliado por um profissional de saúde, que é capacitado para analisar dados de história clínica, exame físico, o exame de vitamina D e exames complementares, fechando um eventual diagnóstico e indicando doses e esquemas de tomada da suplementação de vitamina D, se necessária1.
As informações apresentadas neste artigo têm finalidade educativa e não substituem a orientação de profissionais de saúde. A necessidade de exames, suplementação ou tratamento com vitamina D deve ser avaliada individualmente por um médico ou nutricionista.