Institucional

Demografia Médica 2025: mudanças e tendências na profissão

Confira o que diz o Atlas da Demografia Médica 2025 sobre distribuição, gênero, redes de atuação e desafios entre sistema público e privado.

Por Mantecorp Saúde

07/01/2026 - Última atualização: 07/01/2026

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Estudar o Atlas da Demografia Médica 2025 é um passo importante para quem vive o dia a dia da medicina no Brasil, seja em consultório, hospital ou serviço público ¹.

Entender a distribuição dos médicos, as mudanças no perfil profissional, a feminização da força de trabalho e a concentração de especialistas no setor privado ajuda a compreender o cenário que você enfrenta agora e projetar o seu futuro ¹.

Segundo o estudo, o país deve alcançar cerca de 635 mil médicos em atividade até o fim de 2025, o que representa em torno de 2,98 profissionais por mil habitantes. Além disso, pela primeira vez, mulheres são maioria na medicina no Brasil (50,9%) ¹.

Sem perder isso de vista, te convidamos a continuar a leitura deste post para entender as principais nuances do Atlas em 2025. Por exemplo, por que há maior concentração de especialistas na rede privada?

Descubra nos parágrafos a seguir.

Resumo

  • O Atlas da Demografia Médica 2025 é um estudo realizado pela Associação Médica Brasileira e pelo CFM que reúne dados sobre a distribuição, perfil e evolução dos médicos no país, auxiliando na compreensão das tendências da profissão ¹.
  • A maior concentração de especialistas na rede privada ocorre devido à melhor remuneração, condições de trabalho mais favoráveis e acesso à infraestrutura tecnológica. Já o setor público enfrenta limitações estruturais, alta demanda e salários menores, o que reduz sua atratividade ¹.
  • Segundo o Atlas 2025, as mulheres já representam mais de 50% dos médicos ativos no Brasil, com predominância entre profissionais mais jovens, evidenciando uma tendência de feminização crescente na profissão médica ¹.
  • A análise demográfica orienta políticas públicas ao identificar desigualdades regionais e carência de especialistas. Esses dados ajudam gestores a planejar a distribuição de profissionais, ampliar formação em áreas críticas e fortalecer a eficiência do Sistema Único de Saúde ¹.

O que é o Atlas da Demografia Médica 2025?

Um levantamento abrangente que compila dados sobre médicos ativos no Brasil em dimensões sociodemográficas, formação, especialização, distribuição geográfica e atuação em redes de saúde. Integra o estudo mais amplo da Associação Médica Brasileira (AMB), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do Ministério da Saúde ¹.

O objetivo do Atlas da Demografia Médica 2025 é fornecer base empírica para o planejamento de políticas e para decisões profissionais informadas ¹.

Por que há maior concentração de especialistas na rede privada?

A rede privada de saúde concentra 55,4% dos especialistas médicos no Brasil. Isso porque a remuneração, a infraestrutura e a liberdade de atuação da rede particular são mais atraentes. Contratos mais flexíveis, melhores incentivos e tecnologias mais disponíveis tornam o setor privado uma alternativa mais interessante para especialistas ¹.

O Atlas da Demografia Médica 2025 também revelou que, em três procedimentos frequentes (apendicectomia, colecistectomia e hérnia), a taxa de realização na rede privada é substancialmente maior do que no SUS ¹.

Por exemplo, para apendicectomia, há 100 cirurgias por 100 mil habitantes na rede privada, contra 74,45 por 100 mil no SUS ¹.

Esse cenário revela que, para especialistas que desejam atuar com maior volume ou em procedimentos de alta complexidade, o setor privado costuma oferecer mais oportunidades ¹.

Mulheres são maioria na medicina no Brasil?

Pela primeira vez na história do levantamento, em 2025, as mulheres representam 50,9% do total de médicos em atividade no país. Esse dado é um importante marco de transição no perfil da profissão. Além disso, no ingresso na graduação de medicina, as mulheres representaram 61,8% dos matriculados ¹.

Esse aumento de representatividade tem impacto sobre a dinâmica da profissão, tanto em termos de cultura como de demandas por equilíbrio, jornadas de trabalho mais flexíveis e novos modelos de atuação ¹.

Contudo, embora as mulheres estejam em maioria no total de médicos, ainda há especialidades com baixo percentual feminino e lacunas em liderança e remuneração ¹.

Quais áreas médicas concentram mais mulheres?

Especialidades como dermatologia (80,6%) e pediatria (76,8%) têm maior participação feminina. Essas áreas são historicamente associadas a cuidado, diálogo e atendimento ambulatorial, o que pode atrair mais mulheres. Já em urologia e traumatologia, a presença feminina é muito menor; na primeira, por exemplo, mais de 90% são homens ¹.

Essa disparidade por especialidade indica que a feminização da medicina não ocorre de forma uniforme, o que gera diferenciações importantes na distribuição de médicos, nas oportunidades de carreira e na construção de estrutura de atendimento ¹.

Qual a diferença entre atuar no setor privado e no setor público?

O setor privado costuma oferecer ao profissional uma remuneração mais elevada, mais autonomia e acesso a equipamentos e tecnologias modernas, além de contratos menos rígidos. Já no setor público, o médico enfrenta salários frequentemente menores, maior carga de atendimento, restrições orçamentárias e desafios na infraestrutura ¹.

A escolha entre um e outro depende de perfil profissional, especialidade e valor atribuído à missão social versus remuneração ¹.

Como a demografia médica pode influenciar políticas públicas no SUS?

Os dados demográficos revelam em quais regiões faltam médicos e onde há concentração excessiva. Então, o SUS direciona incentivos, abre programas de residência, promove distribuição regional e firma parcerias público-privadas. Por exemplo, no Norte e Nordeste, com menor densidade de profissionais, essas informações são fundamentais para planejar e alocar recursos ¹.

O Atlas da Demografia Médica 2025 oferece um panorama rico e atualizado de como a medicina está organizada no Brasil ¹.

Para médicos e profissionais de saúde, esse entendimento não é apenas estatístico, pois impacta também sua carreira, a escolha do local de atuação, a especialidade, o vínculo empregatício e até o tipo de contrato ¹.

Estar informado significa poder planejar melhor, avaliar oportunidades e contribuir de forma consciente para o sistema de saúde ¹.

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