Inteligência artificial na saúde: aplicações, tendências e desafios
Saiba como aplicar a inteligência artificial na saúde, seus principais desafios, e descubra boas práticas indicadas pela OMS para favorecer o trabalho médico.
Por Mantecorp Saúde
07/01/2026 - Última atualização: 07/01/2026
Já pensou em usar um sistema que transcreva automaticamente os sintomas dos pacientes e sugerir diagnósticos com base em um vasto banco de dados? Ou, então, que compare um exame de imagem com outros milhões de resultados para identificar padrões da doença? Com a inteligência artificial na saúde, esses cenários são possíveis ¹.
De modo geral, usar a IA na saúde significa adotar qualquer tipo de inovação tecnológica por meio de métodos e dispositivos para os cuidados com o paciente. Envolve, portanto, desde identificar e tratar doenças até melhorar a sua reabilitação ¹.
Uma pesquisa da Accenture, por exemplo, estimou que o valor do mercado global de IA na assistência médica deve passar dos US$ 7 bilhões nos próximos anos ¹. Diante de tantos benefícios para profissionais e pacientes, é natural que os investimentos nessa tecnologia cresçam continuamente.
Por outro lado, existem limitações e desafios, especialmente no que diz respeito à regulamentação da inteligência artificial ¹.
Para investigar este tema, continue a leitura e confira como o setor de saúde pode usar a IA, seus benefícios e as boas práticas para implementar a inovação no consultório, na clínica ou no hospital.
Resumo
- A inteligência artificial na saúde aprimora diagnósticos, personaliza tratamentos e fortalece a pesquisa médica. Assim, torna os cuidados aos pacientes mais precisos e ágeis ¹.
- Apesar dos avanços, ainda enfrenta desafios regulatórios, éticos e de privacidade de dados, que exigem supervisão humana constante ¹.
- O uso responsável da IA deve seguir princípios éticos, como os definidos pela OMS, com foco em transparência, diversidade e segurança das informações ¹.
- A tecnologia não substitui médicos, mas amplia seu potencial, pois libera tempo para decisões clínicas mais complexas e estratégicas no cuidado ao paciente ¹.
Quais são as aplicações da inteligência artificial na saúde?
Segundo a OMS, a IA na medicina é uma promessa que agiliza e melhora a precisão de diagnósticos e da triagem de doenças, auxilia o atendimento clínico e fortalece a pesquisa na saúde e o desenvolvimento de medicamentos. Além de apoiar ações, como vigilância de doenças e gestão de sistemas ¹.
Ou seja, as aplicações da inteligência artificial na saúde envolvem, especialmente, diagnósticos, análises de exames de imagem, suporte clínico, telemedicina, monitoramento remoto do paciente e ainda a personalização de tratamentos ¹.
Por exemplo, a tecnologia pode automatizar a análise de raio-x ou ressonância magnética para identificar padrões ou anomalias, especialmente em casos mais complexos e difíceis. Ou, então, o sistema pode avaliar uma ampla quantidade de dados de pacientes para sugerir tendências e sugestões de tratamentos ¹.
Outro aspecto relevante é a utilização da IA em atendimentos médicos em locais com poucos recursos e acesso restrito a determinados profissionais ¹.
Nesses contextos, a combinação entre telemedicina e softwares inteligentes melhora o atendimento, fortalece a saúde pública e amplia a capacidade de resposta a surtos, epidemias e pandemias ¹.
Quais são os benefícios da inteligência artificial na saúde?
Além de melhorar a precisão de diagnósticos, agilizar o atendimento ao paciente e reduzir custos, ajuda a prevenir e a tratar doenças, especialmente as tropicais que costumam evoluir em locais com recursos limitados. Isso porque os profissionais podem usar IA na saúde para detectar surtos de forma antecipada ¹.
Isso porque, ao analisar um vasto conjunto de dados e associá-los a fatores ambientais, por exemplo, a IA pode colaborar com as instituições para antecipar medidas e, assim, evitar a propagação de doenças ¹.
Sem falar que esse tipo de tecnologia pode ser aliada ao diagnóstico de doenças, como dengue e malária. Afinal, ao usar algoritmos treinados, é possível tornar a análise mais ágil e precisa. Assim, os médicos podem tomar decisões mais eficazes para o tratamento ¹.
E podemos ir mais além: a IA na medicina impacta até mesmo as pesquisas epidemiológicas. Sua capacidade de avaliar um grande conjunto de dados ambientais, geográficos e de pacientes pode identificar fatores de risco associados às enfermidades. Logo, é um ganho expressivo para a gestão da saúde pública ¹.
Mais um dos benefícios da inteligência artificial é melhorar o desenvolvimento de medicamentos. Entretanto, além de descobrir novas possibilidades de substâncias para tratar doenças, a tecnologia pode selecionar e sugerir ao médico potenciais remédios para tratar pacientes ¹.
E não podemos deixar de fora sua colaboração para a criação de vacinas ao investigar dados e detectar possíveis antígenos e sua provável eficácia ¹.
Quais são os desafios da inteligência artificial na saúde?
Os principais envolvem a regulamentação da inteligência artificial, a ética, a privacidade de dados e a integração à rotina médica. Logo, garantir transparência, segurança e responsabilidade no uso de algoritmos é essencial para que a IA contribua de forma segura, justa e eficaz na assistência aos pacientes ¹.
Embora a IA tenha o potencial de transformar a medicina, seu uso exige atenção a aspectos éticos, técnicos e legais para ser aplicada de forma responsável. Conheça abaixo os principais desafios da inteligência artificial na saúde.
- Regulamentação insuficiente: faltam normas bem-definidas sobre o uso e a validação de algoritmos médicos, o que dificulta a adoção segura da tecnologia ¹;
- Viés algorítmico: sistemas treinados com dados não representativos podem gerar resultados tendenciosos e diagnósticos imprecisos ¹;
- Privacidade e segurança de dados: a IA requer acesso a grandes volumes de informações sensíveis, o que demanda políticas rigorosas de proteção ¹;
- Responsabilidade legal: ainda não há consenso sobre quem responde por erros cometidos por algoritmos sem supervisão humana ¹;
- Integração à rotina clínica: adaptar fluxos de trabalho e treinar profissionais para o uso eficiente da IA é outro obstáculo ¹.
Boas práticas para usar a inteligência artificial na medicina
A aplicação da IA na medicina exige mais do que inovação: requer responsabilidade, transparência e supervisão humana. Como a tecnologia lida com informações sensíveis, é essencial que seu uso siga princípios éticos que garantam a segurança e a equidade ¹.
De acordo com orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso responsável da inteligência artificial no setor deve considerar seis princípios ¹:
- A tomada de decisões clínicas deve continuar sob controle humano;
- As ferramentas precisam ser constantemente monitoradas e atualizadas para evitar falhas;
- O desenvolvimento tecnológico deve ser transparente e documentado;
- Profissionais de saúde devem receber treinamento adequado para usar e interpretar os sistemas;
- Bases de dados diversas (em gênero, origem e etnia) devem orientar o aprendizado dos algoritmos;
- A avaliação contínua do desempenho da IA é indispensável para corrigir erros e manter a confiança dos usuários.
A revolução da inteligência artificial: tendências na medicina
A inteligência artificial na saúde avança rapidamente e consolida o setor como o maior receptor de investimentos privados na área, à frente do financeiro e do varejo. Entre as tendências mais promissoras está a visão computacional, que permite segmentar imagens de órgãos, lesões e tumores com precisão inédita ¹.
Porém, apesar dos avanços, especialistas reforçam que a IA não substituirá o olhar humano. Logo, deve ser vista como uma aliada para automatizar tarefas e liberar o médico para atividades mais complexas, como decisões clínicas e coordenação do cuidado ao paciente ¹.
Essa transformação abre novas oportunidades para aplicar a expertise médica de forma estratégica e inovadora, sempre com o humano cuidando do humano ¹.
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FAQ
O que é inteligência artificial aplicada à saúde?
A inteligência artificial aplicada à saúde envolve o uso de algoritmos e sistemas computacionais capazes de analisar dados clínicos, apoiar diagnósticos, personalizar tratamentos e otimizar a gestão hospitalar. Assim, ajuda o profissional a tomar decisões mais rápidas, precisas e baseadas em evidências, o que aprimora a qualidade da assistência médica ¹.
Como a IA pode ajudar no diagnóstico médico?
A IA auxilia no diagnóstico médico ao analisar grandes volumes de exames e históricos clínicos e, assim, identificar padrões invisíveis ao olho humano. Essa análise agiliza a detecção de doenças, aumenta a precisão dos resultados e reduz erros, o que permite melhores decisões terapêuticas e personalizadas pelos profissionais de saúde ¹.
Quais são os riscos da inteligência artificial na medicina?
Os principais riscos envolvem o uso inadequado de dados sensíveis, vieses algorítmicos que podem comprometer diagnósticos e a falta de regulamentação clara. Além disso, há desafios éticos e legais quanto à responsabilidade por erros, o que reforça a importância da supervisão humana e do uso ético da tecnologia ¹.
A inteligência artificial pode substituir médicos?
Não. A inteligência artificial é uma ferramenta complementar, projetada para apoiar o trabalho médico, não o substituir. Isso porque automatiza tarefas e fornece análises avançadas. Porém, a empatia, o julgamento clínico e o vínculo humano no cuidado ao paciente continuam insubstituíveis na prática da medicina moderna ¹.
A IA já é usada em hospitais no Brasil?
Sim. Diversas instituições de saúde no Brasil já utilizam soluções de IA em diagnósticos por imagem, análise laboratorial, triagem de pacientes e gestão hospitalar. O uso da tecnologia cresce rapidamente, impulsionado por ganhos de eficiência, segurança e pela melhoria dos resultados clínicos no atendimento ¹.
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