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Mulheres na medicina: história e desafios que ainda enfrentam

Entenda o crescimento das mulheres na medicina, conheça os principais desafios e saiba como combater a desigualdade de gênero na profissão.

Por Mantecorp Saúde

07/01/2026 - Última atualização: 07/01/2026

Imagem da notícia Mulheres na medicina: história e desafios que ainda enfrentam

Você já parou para pensar nos desafios das mulheres na medicina hoje? Apesar de a vermos mais presentes na graduação, nas residências, nos hospitais e em consultórios, os obstáculos ainda persistem ¹.

Segundo o levantamento Demografia Médica Brasil 2025, o país fechará o ano com quase 636 mil médicos ativos. E, pela primeira vez, as mulheres representarão a maioria, com 50,9% do total ¹.

Mesmo com esse marco, elas enfrentam disparidades salariais, barreiras institucionais e resistências culturais ¹.

Nesse contexto, a importância do tema vai muito além de estatísticas; trata-se de justiça, de valorização profissional e de garantir que talentos sejam plenamente aproveitados, independentemente de gênero ¹.

Sem perder isso de vista, preparamos este conteúdo para refletirmos sobre o crescimento das mulheres na medicina, as desigualdades que ainda as cercam e em que aspectos ainda é necessário avançar.

Continue a leitura e explore figuras históricas que abriram caminhos para a prática médica mais justa e inclusiva.

Resumo

  • O crescimento feminino na medicina ocorreu gradualmente nas últimas décadas, impulsionado pela ampliação do acesso à educação superior e pela conquista de direitos sociais. Hoje, as mulheres já representam mais de 50% dos médicos ativos no Brasil ¹.
  • Entre os principais desafios estão a desigualdade salarial, a sub-representação em cargos de liderança e o desequilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ainda há estereótipos de gênero e barreiras culturais que dificultam o reconhecimento pleno da competência feminina na medicina ¹.
  • As mulheres predominam em especialidades como pediatria, ginecologia e dermatologia, que historicamente valorizam o cuidado e a escuta. Já em áreas como cirurgia geral, ortopedia e urologia, a presença feminina ainda é menor, mas vem crescendo progressivamente nos últimos anos ¹.
  • Apoiar a igualdade exige políticas institucionais de equidade salarial, incentivo à liderança feminina e ambientes de trabalho inclusivos. Além disso, é essencial promover representatividade, mentorias e campanhas de conscientização que valorizem o papel das mulheres na medicina em todas as especialidades ¹.

Qual a relevância da mulher na prática médica?

O crescimento da participação feminina na medicina traz impactos positivos concretos, como uma visão mais diversa no atendimento e estilos de cuidado que se refletem em empatia, comunicação e humanização, além de contribuir para uma prática mais representativa. Porém, é essencial reconhecer que representar mais não significa igualdade ¹.

Há ainda lacunas em cargos de liderança, em remuneração e em oportunidades de especialização mais valorizadas. Para contextualizarmos a relevância desse tema, precisamos voltar um pouco no tempo ¹.

Qual é o crescimento das mulheres na medicina?

Nas últimas décadas, a participação feminina na medicina no Brasil cresceu. Segundo o estudo Demografia Médica no Brasil 2025, as mulheres serão maioria entre profissionais ativos (50,9%) pela primeira vez. Em 2010, elas eram 41% da categoria; em 2023, já eram maioria entre estudantes de medicina (61,8%) ¹.

Além disso, desde 2024, médicos com menos de 39 anos já são, em sua maioria, mulheres (58%). Esses dados refletem não só o ingresso feminino nos cursos, mas também o maior tempo de permanência e o efeito geracional da feminização da profissão ¹.

Apesar dos impactos positivos, como maior equidade na representação e ampliação de perspectivas de especialização e liderança feminina, ainda há desafios para as mulheres na medicina ¹.

Quais os desafios das mulheres na medicina?

Embora o crescimento das mulheres na profissão seja inegável, elas ainda enfrentam desafios significativos, como a dificuldade de conciliar vida pessoal e carreira, a persistência de estereótipos de gênero, desigualdade salarial, menor acesso a cargos de liderança e resistência em especialidades historicamente dominadas por homens ¹.

  • Conciliação entre vida pessoal e carreira: muitas mulheres acumulam jornadas profissionais com responsabilidades domésticas e familiares, o que pode limitar horas de trabalho ou deslocamentos para especialização.
  • Preconceito de gênero e estereótipos: há áreas consideradas “mais difíceis” ou “mais masculinas”, como cirurgias ou especialidades invasivas, em que mulheres relatam resistência ou falta de oportunidades.
  • Barreiras institucionais: dificuldade de acesso a cargos de chefia, comitês decisórios e posições de destaque em hospitais e universidades.

Existem desigualdades das mulheres na medicina hoje?

Médicas ganham em média 22,6% menos que os homens, mesmo com igual qualificação ou especialização. Em especialidades cirúrgicas ou de alta complexidade, ainda há predominância masculina. Ademais, mulheres continuam sub-representadas em posições de chefia hospitalar, direções de serviços ou coordenações de grandes equipes ².

Quais são as mulheres importantes na medicina?

Várias médicas marcaram história no Brasil, como ³:

  • Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira mulher a se formar em medicina no país (1887), pela Faculdade de Medicina da Bahia;
  • Ana Maria Costa, médica sanitarista, pesquisadora, destacada na saúde coletiva, gênero, direitos sexuais e reprodutivos;
  • Maria do Carmo Leal, destaque na epidemiologia e na saúde pública, especialmente na saúde materno-infantil e formação acadêmica.

Qual foi a primeira mulher médica no Brasil?

Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira mulher formada em medicina no Brasil, diplomada em 1887 pela Faculdade de Medicina da Bahia. Sua conquista abriu caminho para a inserção feminina na área médica e marcou importante avanço histórico na luta das mulheres por espaço na ciência e na educação ³.

Existe diferença salarial entre homens e mulheres na medicina?

Sim. De acordo com pesquisa do Research Center da Afya (2025), as médicas ganham em média 22,6% menos que os médicos, mesmo considerando fatores como carga horária e especialização. Essa disparidade evidencia uma desigualdade estrutural que ainda persiste dentro do mercado médico brasileiro ².

Quais áreas da medicina têm maior presença feminina?

As especialidades com maior presença feminina no Brasil são dermatologia (80,6%) e pediatria (76,8%), refletindo o interesse por áreas associadas ao cuidado e à escuta. Em contrapartida, especialidades cirúrgicas, como ortopedia e urologia, continuam dominadas por homens, embora a presença feminina cresça de forma gradual e constante ¹.

Como apoiar a igualdade de gênero na medicina?

Pode-se, por exemplo, estabelecer ³:

  • políticas institucionais que promovam transparência salarial e equidade salarial entre gêneros;
  • programas de mentoria para apoiar jovens em especializações, liderança e pesquisa;
  • incentivos à divisão de responsabilidades domésticas, com jornadas flexíveis e suporte institucional (creche, ambiente inclusivo);
  • fomento à representatividade feminina em cargos de decisão.

A presença crescente das mulheres na medicina é motivo de celebração e também de reflexão. Reconhecer os avanços, como o fato de as mulheres serem maioria entre novos médicos e em muitas especialidades, é fundamental 1, 3.

No entanto, igualmente importante é enxergar as desigualdades que persistem, como salários menores, poucos espaços de liderança e uma cultura que ainda impõe barreiras invisíveis 1, 3.

Para médicos e profissionais de saúde, reconhecer essas disparidades é fundamental para melhorar o cuidado, a diversidade e o impacto da profissão 1, 3.

Apoiar igualdade de gênero na medicina significa criar ambientes mais justos, fortalecer carreiras femininas e garantir que todas as pessoas com capacidade e vontade possam alcançar qualquer especialidade ou posição 1, 3.

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