Vitamina D

Vitamina D: entenda seu papel na imunidade

A vitamina D não 'aumenta' a imunidade como se diz por aí, mas tem papel central na defesa do corpo; entenda a ação e a importância desse nutriente

Por Mantecorp Saúde

28/07/2026 - Última atualização: 28/07/2026

Imagem da notícia Vitamina D: entenda seu papel na imunidade

A vitamina D é tradicionalmente reconhecida por seu papel essencial na saúde esquelética. Mas, nos últimos anos, também se tornou evidente sua ação positiva sobre o sistema imunológico1.

Ela é um importante regulador das respostas imunes frente às ameaças virais e bacterianas e a sua deficiência está associada a um maior risco de doenças autoimunes e a uma maior suscetibilidade a infecções1,2.

A seguir, entenda o papel da vitamina D na imunidade e saiba como garantir níveis adequados no corpo.

Como a vitamina D atua no organismo

A vitamina D é naturalmente adquirida através da luz do sol (fonte que representa de 80% a 90%) e da alimentação (de 10% a 20%)3.

Após ser sintetizada na pele ou através da alimentação, ela passa por processos que a tornam hormonalmente ativa e, dessa forma, capaz de exercer diferentes funções, como a regulação do cálcio e a modulação do sistema imunológico4.

Mulher na praia aplicando protetor solar ao pôr do sol, ilustrando o equilíbrio entre proteção solar e exposição ao sol para manter a vitamina D e a imunidade.

 

Como a vitamina D impacta na imunidade

Atualmente, está claro que a vitamina D desempenha funções importantes na imunidade, além de seus efeitos clássicos sobre o cálcio e a saúde óssea1.

Ela participa da resposta imunológica atuando tanto no sistema imune inato (que já nasce conosco e é inespecífica) quanto na imunidade adaptativa (que adquirimos ao longo da vida e é específica a cada agente infeccioso)4,5 e age como uma moduladora das respostas do organismo a ameaças virais e bacterianas2. Além disso, ela ajuda a manter o equilíbrio entre a defesa antimicrobiana e a inflamação excessiva, prevenindo danos aos tecidos do próprio organismo4.

Por fim, a deficiência de vitamina D está associada ao aumento da autoimunidade, ou seja, a um maior risco de doenças autoimunes1.

Vitamina D e infecções

Estudos mostram que níveis inadequados de vitamina D estão associados a uma maior suscetibilidade a infecções bacterianas e virais, incluindo as que afetam o trato respiratório2.

Quanto aos efeitos da suplementação para prevenção de infecções, os achados científicos ainda não são conclusivos. Porém, uma pesquisa publicada pelo periódico científico The British Medical Journal analisou dados de mais de 11 mil participantes e mostrou que a suplementação de vitamina D reduziu o risco de infecções agudas do trato respiratório6.

O efeito protetor foi mais evidente em indivíduos com muita deficiência de vitamina D e naqueles que receberam suplementação diária ou semanal. Além disso, a suplementação apresentou bom perfil de segurança, sem aumento de eventos adversos graves6.

Vitamina D e doenças autoimunes

Achados científicos mostram ainda que menores níveis de vitamina D estão associados a uma maior ocorrência de doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide4.

Um recente estudo liderado pela Mayo Clinic (Estados Unidos) mostrou também que a suplementação de vitamina D pode ajudar a modular a forma como o sistema imunológico responde às bactérias intestinais em pessoas com doença inflamatória intestinal (DII)7.

Foram acompanhados 48 pacientes com DII e baixos níveis de vitamina D. A suplementação por 12 semanas foi associada a alterações favoráveis na resposta imunológica, melhora nos índices de atividade da doença e redução de um marcador fecal de inflamação7.

Os resultados sugerem que a vitamina D pode contribuir para o equilíbrio da resposta imune e da interação com o microbioma intestinal, embora o pequeno tamanho da amostra não permita estabelecer uma relação causal7.

Vitamina D aumenta imunidade?

Como vimos, a vitamina D atua como um modulador do sistema imunológico com efeitos positivos2,4. Apesar de a expressão “aumentar a imunidade” ser popular e comumente usada, ela não é a mais adequada tecnicamente para indicar esse efeito positivo sobre o sistema imune.

Suplementação de vitamina D: quando ela entra na conversa?

Pessoas com deficiência de vitamina D ou doenças autoimunes podem colher benefícios da suplementação1.

Os valores de referência da vitamina D no exame 25(OH)D são:

  • acima de 20 ng/mL: valor desejável para população saudável (até 60 anos)8;
  • entre 30 e 60 ng/mL: valor recomendado para grupos de risco como: idosos, gestantes, lactantes, pacientes com raquitismo/osteomalácia, osteoporose, pacientes com história de quedas e fraturas, causas secundárias de osteoporose (doenças e medicações), hiperparatireoidismo, doenças inflamatórias, doenças autoimunes, doença renal crônica e síndromes de má-absorção (clínicas ou pós-cirúrgicas)8;
  • acima de 100 ng/mL: risco de toxicidade e hipercalcemia8.

A consulta com um profissional de saúde é fundamental para que ele avalie a necessidade de realizar o exame, analise os resultados e oriente sobre a suplementação de vitamina D8.

Qual a melhor vitamina D para imunidade?

Caso seja necessário fazer a reposição, as principais formas de vitamina D utilizadas em suplementos orais são o colecalciferol (vitamina D3) e o ergocalciferol (vitamina D2). O colecalciferol (D3) é a forma de vitamina D mais utilizada em suplementos9 e é considerada superior à vitamina D2 para elevar os níveis séricos de 25(OH)D no organismo4.

Quanto ao regime de administração, a suplementação diária ou semanal é significativamente mais eficaz para a prevenção de infecções do que doses únicas elevadas mensais ou trimestrais4,6.

Mas, antes de estipular a dose, o profissional irá avaliar também outros fatores, como peso (pessoas com obesidade podem precisar de doses mais altas), idade e exposição solar2,4.

Mulher madura tomando suplemento com copo d'água em casa, representando o uso da vitamina D para fortalecer a imunidade.

 

Quando avaliar os níveis de vitamina D

Os fatores que determinam a necessidade de procurar um médico para realizar o exame de vitamina D são os que predispõem níveis mais baixos:

  • idosos8;
  • gestantes e lactantes8;
  • indivíduos que não se expõem ao sol ou que tenham contraindicação à exposição solar8;
  • pessoas com raquitismo, osteomalácia ou osteoporose8;
  • pessoas com história de quedas e fraturas8;
  • causas secundárias de osteoporose (doenças e medicações)8;
  • hiperparatireoidismo8;
  • doenças inflamatórias8;
  • doenças autoimunes8;
  • doença renal crônica8;
  • medicações que possam interferir com a formação e degradação da vitamina D, tais como: terapia antirretroviral, glicocorticoides e anticonvulsivantes.
  • Síndromes de má-absorção (clínicas ou pós-cirúrgicas)8.

Caso você se encaixe em algum desses grupos, procure o seu médico para entender a necessidade de avaliação da vitamina D.

Como manter níveis adequados de vitamina D

Além da suplementação em casos que haja necessidade, a exposição solar adequada e o consumo de alimentos como peixes gordurosos e gemas de ovo ajudam na manutenção de níveis adequados de vitamina D, embora fontes dietéticas sozinhas sejam muitas vezes insuficientes2,3.

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A linha Addera oferece diferentes opções de suplementação de vitamina D, incluindo apresentações que combinam vitamina D3 a nutrientes como cálcio, vitamina K2 e magnésio, estendendo os benefícios à saúde muscular enquanto continua atuando sobre a saúde óssea e a imunidade.

O uso deve sempre respeitar orientação profissional e informações de bula e rótulo, garantindo segurança e eficácia.

A escolha da formulação mais adequada deve considerar as necessidades individuais e a orientação de um profissional de saúde. Vale lembrar que a suplementação não substitui a avaliação clínica, a realização de exames quando necessários e o acompanhamento adequado10.

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Perguntas frequentes sobre vitamina D e imunidade

Veja a seguir as respostas para perguntas frequentes sobre vitamina D e imunidade.

Vitamina D aumenta imunidade?

Apesar de o termo “aumenta” não ser tecnicamente o mais correto, a vitamina D tem importante papel na imunidade, participando da regulação das respostas imunes inata e adaptativa. A deficiência de vitamina D está associada ao maior risco de doença autoimune e maior suscetibilidade a infecções. Sua suplementação pode trazer benefícios adicionais para indivíduos com doenças autoimunes1.

Qual a melhor vitamina D para imunidade?

Caso seja necessária a suplementação de vitamina D, as principais formas utilizadas são o colecalciferol (vitamina D3) e o ergocalciferol (vitamina D2). A vitamina D3 é a forma de vitamina D mais utilizada em suplementos9 e é considerada superior à Vitamina D2 para elevar os níveis séricos de 25(OH)D4.

O que é sistema imune inato?

A imunidade inata é a forma de defesa com a qual o indivíduo nasce. Trata-se de uma resposta rápida e inespecífica do organismo, ativada imediatamente após o contato com agentes potencialmente nocivos, como vírus, bactérias e outros microrganismos5.

Quando devo fazer exame de vitamina D?

O exame de vitamina D deve ser solicitado por um profissional de saúde. Existem pessoas que estão mais suscetíveis a terem níveis baixos do pró-hormônio, como idosos, gestantes e indivíduos que não se expõem ao sol, e elas são as que têm a indicação de realizar o exame8.

Posso tomar vitamina D por conta própria?

O mais indicado é sempre consultar um profissional de saúde para que a suplementação de vitamina D seja mais eficaz e segura.

Suplemento de vitamina D substitui sol?

Em estudos, a suplementação de vitamina D foi mais efetiva que a exposição ao sol para aumentar os níveis de vitamina D no exame 25(OH) D3, mas é importante lembrar que um não substitui o outro e tomar sol com segurança é importante para a síntese natural da vitamina D11.

As informações apresentadas neste artigo têm finalidade educativa e não substituem a orientação de profissionais de saúde. A necessidade de exames, suplementação ou tratamento com vitamina D deve ser avaliada individualmente por um médico ou nutricionista. 

1.ARANOW, C. Vitamin D and the immune system. Journal of Investigative Medicine, v. 59, n. 6, p. 881–886, 2011. DOI: 10.231/JIM.0b013e31821b8755. Disponível em: https://doi.org/10.231/JIM.0b013e31821b8755. Acesso em: 7 jun. 2026.

2.ISMAILOVA, A.; WHITE, J. H. Vitamin D, infections and immunity. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, v. 23, n. 2, p. 265–277, 2022. DOI: 10.1007/s11154-021-09679-5. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8318777/. Acesso em: 7 jun. 2026.

3.BRASIL. Ministério da Saúde. Essencial para o corpo, vitamina D tem como principal forma de absorção a exposição correta ao sol. Gov.br, Brasília, DF, 4 ago. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/essencial-para-o-corpo-vitamina-d-tem-como-principal-forma-de-absorcao-a-exposicao-correta-ao-sol. Acesso em: 7 jun. 2026.

4.LIU, Q. et al. Vitamin D₃ as an immunomodulatory agent: molecular mechanisms, clinical translation, and precision therapeutic strategies. Frontiers in Immunology, v. 17, art. 1770141, 2026. DOI: 10.3389/fimmu.2026.1770141. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12989342/. Acesso em: 7 jun. 2026.

5.INSTITUTO BUTANTAN. Imunidade inata e adaptativa: entenda como nosso corpo se defende de vírus, bactérias e outros microrganismos. São Paulo: Instituto Butantan, 11 mar. 2026. Disponível em: https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvida-noticias/imunidade-inata-e-adaptativa-entenda-como-nosso-corpo-se-defende-de-virus-bacterias-e-outros-microrganismos. Acesso em: 7 jun. 2026

6.MARTINEAU, A. R. et al. Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory tract infections: systematic review and meta-analysis of individual participant data. BMJ, v. 356, p. i6583, 2017. DOI: 10.1136/bmj.i6583. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5310969/. Acesso em: 7 jun. 2026.

7.THEIMER, S. Vitamina D é associada à resposta imunológica ao microbioma intestinal na doença inflamatória intestinal. Rede de Notícias da Mayo Clinic, 7 abr. 2026. Disponível em: https://newsnetwork.mayoclinic.org/pt/2026/04/07/vitamina-d-e-associada-a-resposta-imunologica-ao-microbioma-intestinal-na-doenca-inflamatoria-intestinal/. Acesso em: 7 jun. 2026.

8.SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA (SBEM); SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL (SBPC/ML). Posicionamento oficial sobre vitamina D. São Paulo: SBEM; SBPC/ML, 2024. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/media/uploads/PDFs/posicionamentooficial_sbpcml_sbem_-_final_(1).pdf. Acesso em: 7 jun. 2026.

9.GIUSTINA, A. et al. Consensus Statement on Vitamin D Status Assessment and Supplementation: Whys, Whens, and Hows. Endocrine Reviews, Oxford, v. 45, n. 5, p. 625-654, 2024. DOI: 10.1210/endrev/bnae009. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38676447/. Acesso em: 7 jun. 2026.

10.MANTECORP FARMASA. São Paulo: Mantecorp Farmasa, [s.d.]. Disponível em: https://www.mantecorpsaude.com.br/marca/addera. Acesso em: 7 jun. 2026. 

11.MORADI, S. et al. A comparison of the effect of supplementation and sunlight exposure on serum vitamin D and parathyroid hormone: a systematic review and meta-analysis. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, v. 60, n. 16, p. 2688–2699, 2020. DOI: 10.1080/10408398.2019.1611538. Disponível em: https://doi.org/10.1080/10408398.2019.1611538. Acesso em: 7 jun. 2026.

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