Vitaminas para gestantes: nutrientes, alimentação e suplementação
Entenda quais nutrientes ganham importância nessa fase, o que muda ao longo da gravidez e como obter o que é necessário com alimentação e suplementação, quando for indicado
Por Mantecorp Saúde
04/11/2026 - Última atualização: 04/11/2026
Ácido fólico, ferro, cálcio e vitamina D fazem parte da recomendação geral de suplementação para grávidas. Tais vitaminas e nutrientes são citados em guias e diretrizes do Ministério da Saúde e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)1-3. Cada um tem funções específicas na saúde da mãe e no desenvolvimento do bebê.
Mas antes de fazer qualquer suplementação, é essencial procurar um profissional da saúde. As recomendações mudam de um nutriente para outro e de uma mulher para outra, e é no pré-natal, ao lado do seu médico, que se define o que faz sentido para cada gestante.
Vitaminas para gestante: quais nutrientes merecem mais atenção?
O ácido fólico e o ferro fazem parte da suplementação que o Ministério da Saúde prevê para as gestantes no pré-natal1. O cálcio também passou a ser recomendado para todas as gestantes a partir da 12ª semana de gravidez2.
Já a vitamina D tem recomendação de suplementação para todas as gestantes, segundo protocolo da Febrasgo3.
A tabela a seguir resume o papel de cada nutriente e como ele costuma entrar no cuidado durante a gestação. Lembrando que as diretrizes podem divergir, mas a conduta é definida no pré-natal, com o apoio do médico.
| Nutriente | Principal papel | Como entra no cuidado |
|---|---|---|
| Ácido fólico | Vitamina B9 (folato) importante para a formação do tubo neural, estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal do bebê4. | Suplementação prevista pelo Ministério da Saúde antes da concepção e no início da gestação1. Já a Febrasgo fala em manter a suplementação ao longo da gravidez3. |
| Ferro | Compõe a hemoglobina, proteína do sangue que leva oxigênio dos pulmões para os tecidos5. | Suplementação prevista pelo Ministério da Saúde e pela Febrasgo durante toda a gestação1,3. A federação recomenda ainda manter a suplementação no pós-parto3. |
| Cálcio | Forma boa parte da estrutura dos ossos e dos dentes6. | Suplementação recomendada pelo Ministério da Saúde para todas as gestantes, da 12ª semana até o parto2. A Febrasgo reforça o cálcio para mulheres com risco nutricional ou baixa ingestão3. |
| Vitamina D | É necessária para que o intestino absorva o cálcio6. | Recomendada pela Febrasgo para todas as gestantes, a partir da 12ª semana; dose e ajustes são definidos pelo médico3. |
| DHA | Ômega-3 presente em alta concentração no cérebro e na retina, que se acumula no bebê principalmente no terceiro trimestre7. | Pode vir de peixes e frutos do mar ou do óleo de algas7, e a necessidade de suplementar é definida pelo médico no pré-natal3. |
Por que cada nutriente importa?
Entender a função de cada nutriente ajuda a gestante a cuidar da saúde e a conversar melhor com o médico.
Ácido fólico e o desenvolvimento inicial do tubo neural
O folato, também chamado de vitamina B9, está presente nos alimentos. Sua forma sintética, o ácido fólico, é usada em suplementos4. Ele é necessário para o fechamento adequado do tubo neural, que ocorre por volta da quarta semana, e a suplementação reduz o risco de defeitos do tubo neural, como a espinha bífida4.
O Ministério da Saúde orienta iniciar a suplementação pelo menos 30 dias antes da data em que se planeja engravidar e mantê-la até a 12ª semana de gestação, na dose de 400 microgramas (mcg ou µg) / dia1. Já a Febrasgo orienta manter 200 a 400 µg/dia até o fim da gestação3.
Mulheres com fatores de risco para defeitos do tubo neural, como aquelas que fazem uso de anticonvulsivantes, convivem com diabetes e/ou obesidade ou fizeram cirurgia bariátrica, podem precisar de uma dose maior de ácido fólico, definida pelo médico1,4.
Ferro e aumento das necessidades durante a gestação
O ferro é um componente essencial da hemoglobina, a proteína das células vermelhas do sangue que leva oxigênio dos pulmões para os tecidos5. Na gravidez, o volume de sangue e a produção de células vermelhas aumentam para atender o bebê e a placenta, e a necessidade de ferro cresce junto5.
E aqui vale um ponto importante. A anemia na gestação, muitas vezes causada pela deficiência de ferro, está associada a riscos para a mãe e para o bebê, como perda sanguínea durante o parto, hemorragia pós-parto, mortalidade materna, nascimento prematuro e baixo peso ao nascer1.
Exames de sangue feitos no pré-natal ajudam a acompanhar os níveis de ferro ao longo da gestação8. Na recomendação da Febrasgo, a suplementação de ferro é de 30 a 60 mg por dia, do início da gestação até o terceiro mês após o parto3. A dose e o tempo de uso devem ser definidos pelo médico, de acordo com as necessidades de cada gestante.
É importante lembrar também que a absorção do ferro pode ser prejudicada por suplementos de cálcio e café. Já os alimentos ricos em vitamina C, como laranja, morango e limão, ajudam o organismo a aproveitá-lo melhor3. Por isso, vale conversar com o médico sobre o melhor horário para tomar o suplemento.
Cálcio: cuidado com os ossos e prevenção da pré-eclâmpsia
O cálcio forma boa parte da estrutura dos ossos e dos dentes, além de participar do funcionamento dos músculos, da coagulação do sangue e da transmissão dos impulsos nervosos6.
Durante a gestação, o organismo aumenta a absorção de cálcio para atender à demanda do bebê. O problema é que a ingestão de cálcio não aumenta espontaneamente na gestação2. Nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde em 2024 mostrava que 96,1% das mulheres adultas tinham ingestão inadequada de cálcio, com consumo médio de 399,7 mg/dia (a recomendação é de 1.000 a 1.300 mg)2.
Com base nesses dados e nas evidências sobre prevenção da pré-eclâmpsia, uma forma de pressão alta que pode trazer complicações graves para a mãe e o bebê, o Ministério da Saúde passou a orientar a suplementação de cálcio para todas as gestantes, da 12ª semana da gravidez até o parto2. Já o protocolo da Febrasgo reforça a suplementação para mulheres com risco nutricional e em populações com baixa ingestão desse nutriente3.
Vitamina D e absorção de cálcio
A vitamina D tem diversas funções, entre elas, permitir que o intestino absorva o cálcio e mantenha níveis adequados desse mineral no sangue6. Na gravidez, ela também contribui para o desenvolvimento dos ossos e dos dentes do bebê9.
A Febrasgo recomenda a suplementação de vitamina D, em dose de pelo menos 600 UI por dia, para todas as gestantes, a partir da 12ª semana e sem necessidade de exame prévio3. Em caso de deficiência comprovada, a conduta é individualizada pelo médico.
Recordamos que a principal fonte de vitamina D é a luz do sol, e a quantidade produzida pela pele varia conforme a área exposta, o horário, a estação do ano, o tom de pele e o uso de protetor solar10.
Leia ainda: Vitamina D, cálcio e ossos: como essa relação funciona?
DHA derivado de algas
O DHA (ácido docosa-hexaenoico) é um tipo de ômega-3 que faz parte da estrutura das membranas das células e aparece em concentração especialmente alta no cérebro e na retina7.
Na gestação, obter quantidades suficientes de DHA é importante para a saúde da mãe e para o crescimento e o desenvolvimento do bebê. Ele se acumula no cérebro e na retina do bebê, principalmente no terceiro trimestre, e no cérebro esse acúmulo continua ao longo dos dois primeiros anos de vida7.
Pesquisas mostram que a suplementação de ômega-3, principalmente de DHA, ajuda a reduzir o risco de parto prematuro. Por outro lado, os estudos ainda não mostraram benefícios consistentes do DHA tomado na gravidez sobre o desenvolvimento cognitivo ou a visão da criança7.
O DHA está presente em peixes e frutos do mar, mas quem produz esse ômega-3 são as microalgas, na base da cadeia alimentar marinha, e os peixes apenas o acumulam ao se alimentarem. Por isso, o óleo de algas é considerado uma fonte de DHA adequada a dietas vegetarianas7.
O protocolo da Febrasgo recomenda ingerir três porções de peixes ricos em ômega-3 por semana ou, quando necessário, usar suplementação, a critério médico3. Como as fórmulas de suplementos variam bastante, vale conferir no rótulo o tipo e a quantidade de ômega-3 de cada produto7.
Alimentos fontes de nutrientes importantes na gravidez
Uma alimentação variada e equilibrada continua sendo a base da nutrição na gravidez e ajuda a obter a maior parte das vitaminas e minerais necessários8. A OMS também orienta que as gestantes busquem uma nutrição adequada, tendo a alimentação saudável como base10.
Abaixo, veja onde encontrar as principais vitaminas e minerais para as grávidas:
- Folato (vitamina B9): couve-flor, brócolis, beterraba, mamão, laranja, folhas verde-escuras, quiabo, abacate, aspargos e castanhas4.
- Ferro: carnes magras e frutos do mar, que têm o ferro de melhor aproveitamento, além de feijões, castanhas, vegetais e cereais enriquecidos5. Consumir alimentos com vitamina C na mesma refeição ajuda o corpo a aproveitar o ferro de origem vegetal5.
- Cálcio: leite, iogurte e queijo, além de vegetais como couve e brócolis6.
- Vitamina D: poucos alimentos são fontes naturais ricas nessa vitamina11, e a principal fonte é a exposição ao sol10. Por isso, a suplementação costuma ser a forma de garantir a quantidade necessária na gravidez11.
Dá para obter todas as vitaminas para a gravidez apenas pela alimentação?
Nem sempre. Alimentação é a base, mas alguns nutrientes são difíceis de se obter apenas pela dieta na quantidade de que o corpo precisa, e o ácido fólico é o principal exemplo8. No Brasil, as farinhas de trigo e de milho são enriquecidas com ferro e ácido fólico, uma estratégia que ajuda a complementar a suplementação1.
No caso do cálcio, a baixa ingestão entre as brasileiras é justamente um dos motivos da recomendação de suplementação na gestação2.
Em geral, os suplementos são úteis quando não é possível atender à necessidade de um nutriente só com a alimentação, especialmente em algumas fases da vida6.
Suplementos para gestante: como saber do que você realmente precisa
A necessidade de usar suplementos muda de uma gestante para outra, e a conversa com o médico e/ou o nutricionista do pré-natal é o ponto de partida para definir o que tomar e como pensar toda a suplementação.
Algumas situações podem mudar a conduta. Se a grávida segue uma alimentação vegetariana, por exemplo, pode ser necessária uma maior ingestão de ferro, pois o ferro de origem vegetal é menos aproveitado pelo corpo5. A cirurgia bariátrica também está entre os fatores de risco para deficiência de folato e pode exigir dose diferente de ácido fólico4.
Além disso, quando já se tem uma anemia diagnosticada, o tratamento segue uma conduta própria, prescrita pelo profissional que acompanha a gestante1.
Citamos apenas alguns exemplos para voltar ao ponto central: a suplementação pode trazer uma série de benefícios, mas é preciso seguir as orientações de um profissional de saúde.
Tomar vitamina demais pode ser prejudicial na gravidez?
Sim. Em excesso, vitaminas e minerais podem sobrecarregar a placenta, o órgão que nutre o bebê, e aumentar o risco de problemas como pressão alta e diabetes na gestação. Por isso, a suplementação deve ser cuidadosa e adequada a cada gestante3.
O excesso de vitamina A, por exemplo, pode prejudicar o desenvolvimento do bebê8. Já doses de cálcio acima do orientado podem aumentar o risco de pedras nos rins em adultos6.
Não à toa, a Anvisa define limites (quantidades mínimas e máximas de nutrientes) para diferentes faixas etárias ou situações fisiológicas específicas, incluindo bebês, crianças, adultos, gestantes e lactantes9.
É essencial ter atenção ao rótulo e às orientações dos profissionais de saúde. Um produto natural e uma vitamina não são isentos de risco, e por isso é importante não exceder a dose orientada.
Como tomar os suplementos da maneira adequada na gravidez?
Siga as orientações do seu médico e, se tiver dúvida, pergunte ao profissional que acompanha a sua gestação.
Existem algumas recomendações gerais. Quando a gestante usa ferro e cálcio, o Ministério da Saúde orienta a tomá-los em horários diferentes, com intervalo mínimo de 2 horas, porque um pode atrapalhar a absorção do outro2.
O ferro também pode causar desconfortos gastrointestinais, como vômitos, diarreia, prisão de ventre, fezes escuras e cólicas1. A orientação do Ministério é que a gestante conheça esses possíveis efeitos e mantenha a suplementação até o fim do esquema1. Se o incômodo for persistente, procure o médico. Não interrompa o uso sem orientação médica1.
O que levar para a conversa com o médico no pré-natal?
Algumas informações devem ser levadas em conta nessa conversa entre médico e gestante para traçar os caminhos mais adequados em relação à suplementação.
Fase da gestação
A fase da gestação é um ponto essencial, já que as necessidades mudam e há nutrientes com período de uso definido1.
A tabela abaixo mostra como o Ministério da Saúde e a Febrasgo sugerem organizar a suplementação em cada etapa da gestação.
| Fase | Quais nutrientes costumam entrar na conversa |
|---|---|
| Planejamento da gravidez | Ácido fólico, iniciado pelo menos 30 dias antes da data em que se planeja engravidar1. |
| Primeiro trimestre | Ácido fólico, até a 12ª semana, e ferro, a partir da confirmação da gravidez1. Ambos podem ser mantidos até o final da gestação3. |
| A partir da 12ª semana | Início do cálcio, com recomendação de manter a suplementação até o parto2. Início também da vitamina D3. |
| Até o fim da gestação | Ferro, uso diário, mantido até o final da gravidez1,3. |
| Pós-parto | Ferro, até o terceiro mês após o parto, para repor as reservas da mãe1,3. |
Alimentação da gestante
É importante compartilhar com o médico os hábitos alimentares. O profissional de saúde deve saber se a grávida segue uma dieta vegana ou vegetariana ou se tem restrição a algum alimento, como leite e derivados. Tudo isso influencia a orientação nutricional e nos suplementos que podem ser indicados na gestação.
Histórico de saúde
Leve para a consulta exames anteriores e uma lista de todos os suplementos e medicamentos que você já usa. Cite ainda condições como diabetes, uso de medicamentos para epilepsia ou gestação anterior afetada por defeito do tubo neural, pois são situações que podem mudar a orientação sobre o ácido fólico8.
Comente com o médico caso já tenha tido alguma deficiência nutricional ou anemia ou ainda se tiver feito uma cirurgia bariátrica.
Quando procurar o médico?
Durante a gravidez, há situações que podem estar relacionadas à deficiência de algum nutriente e merecem ser levadas ao profissional que acompanha o pré-natal:
- cansaço maior que o habitual, que pode estar ligado à falta de ferro e à anemia8;
- fraqueza, dificuldade de concentração ou desconfortos gastrointestinais (que também podem ser efeito do suplemento de ferro)5.
Busque atendimento também se sentir sintomas adversos durante o uso de suplementos ou mesmo se notar algo que incomoda na dieta nesse período.
Vitaminas e suplementos na gravidez: perguntas e respostas
Preparamos um guia rápido, com respostas curtas para as principais dúvidas sobre o tema.
Quais vitaminas e suplementos a gestante precisa tomar?
O Ministério da Saúde prevê ferro e ácido fólico para as gestantes no pré-natal1. Desde 2024, também orienta a suplementação de cálcio a partir da 12ª semana2. A Febrasgo orienta também a suplementação da vitamina D a partir da 12ª semana3. Toda suplementação deve ser orientada e acompanhada pelo médico.
Toda gestante precisa tomar suplemento?
Algumas suplementações são indicadas para todas as gestantes, como a de ácido fólico no início da gravidez1, além de ferro, cálcio2 e vitamina D3. O ômega-3/DHA pode vir da alimentação ou de suplemento, conforme avaliação médica7.
Comer bem substitui o suplemento de ácido fólico?
É difícil obter a quantidade de ácido fólico necessária na gravidez só pela alimentação, por isso a suplementação é recomendada8. Mesmo assim, o consumo diário de alimentos com folato deve ser incentivado, independentemente do suplemento4.
O ferro precisa ser tomado durante toda a gravidez?
Na recomendação do Ministério da Saúde, sim: o ferro é usado diariamente desde a confirmação da gravidez até o final da gestação1. A Febrasgo fala ainda em manter a suplementação de ferro nos três meses de pós-parto3. Em casos de anemia já diagnosticada, o tratamento segue a conduta definida pelo profissional de saúde1.
Gestante precisa suplementar cálcio?
Sim, o Ministério da Saúde recomenda cálcio para todas as gestantes da 12ª semana até o parto2. Uma opção sugerida é tomá-lo à noite, com um copo de leite ou suco de fruta, e não em jejum2.
Posso tomar vitamina D por conta própria?
A Febrasgo recomenda a suplementação de vitamina D3, mas é importante consultar o médico antes de começar qualquer suplementação na gravidez. O profissional pode adequar dose e conduta para as necessidades daquela gestante.
Suplementos da Mantecorp Saúde
Suplementos alimentares podem ser comprados sem prescrição9, mas na gestação a escolha do produto e da dose deve ser orientada por um profissional de saúde.
A Mantecorp Saúde conta, em seu portfólio, com suplementos como os da linha Ofolato12, formulados com vitaminas e L-metilfolato, uma forma ativa do folato4. Para vitamina D, há a linha completa de Addera13, com diversas opções no Programa Mantecorp Saúde, iniciativa que oferece descontos exclusivos aos pacientes cadastrados e informações sobre saúde e bem-estar14.
Importante: as informações apresentadas neste artigo têm finalidade educativa e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Em caso de dúvida sobre suplementação ou ao notar qualquer sintoma adverso, procure um médico.
3. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Nutrição na gravidez. 3. ed. São Paulo: FEBRASGO, 2024. (Protocolo FEBRASGO – Obstetrícia, nº 15/Comissão Nacional Especializada em Assistência Pré-Natal).
11. DEMAY, M. B. et al. Vitamin D for the Prevention of Disease: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab, v. 109, n. 8, p. 1907-1947, 2024. doi:10.1210/clinem/dgae290.
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